[Guia completo] Tudo o que você precisa saber sobre a BNCC

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A BNCC é um documento muito extenso e que trata sobre o desenvolvimento do currículo de toda a Educação Básica, compreendida em Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e Ensino Médio.

A Base Nacional Comum Curricular determina como deve se da o ensino-aprendizagem de todos os estudantes de sua instituição e, por isso, é preciso conhecer bem este documento e saber como aplicá-lo, de fato, em cada etapa da educação básica.

Porém, sabemos que ele ainda gera muitas dúvidas aos gestores e educadores e é por isso que neste guia completo sobre a BNCC vamos te contar tudo o que você precisa saber sobre este documento, que mal chegou, mas que já estabele muitas diretrizes. Vamos lá?

Desejamos uma boa leitura!


O que é a BNCC?

A BNCC é um documento de ordem normativa que estabelece como deve ser o currículo de toda a educação básica. 

Ela faz isso por meio de um conjunto orgânico e progressivo, que diz respeito às aprendizagens essenciais. 

Além disso, a BNCC tem o objetivo de instituir um currículo universal e fazer com que todos os estudantes, sejam eles de escolas públicas ou particulares, tenham o mesmo nível de conhecimento. 

A Base Nacional Comum Curricular foi pensada durante muitos anos e muitos educadores ainda possuem dúvidas sobre o processo histórico que deu origem à BNCC. Portanto, a seguir vamos de mostrar essa origem por meio de uma linha do tempo bem detalhada. Acompanhe!

Qual a origem da BNCC?

Muitos professores, coordenadores pedagógicos e diretores se perguntam sobre a origem da BNCC, já que este é um documento que vem sendo pensado há muitos anos. 

Pensando nisso, fizemos uma linha do tempo, começando pela Constituição Federal de 1988, que dá o pontapé para se pensar em um currículo mais inclusivo, democrático e igualitário (ou no mínimo equânime) no que diz respeito à educação para todas as classes sociais. Acompanhe!

1988

Em 1988 é promulgada a Constituição da República Federativa do Brasil e que prevê, em seu artigo 210, a Base Nacional Comum Curricular. Confira o que versa o artigo e seus dois parágrafos na íntegra:

“Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais.

  • O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.
  • O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.

Foi a primeira vez na história do Brasil que se estabeleceu, ainda que genericamente, que a Educação Básica deveria ser guiada por uma base nacional comum curricular. 

1996

No entanto, foi apenas em 20 de dezembro de 1996 que se aprovou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a famosa LDBEN. É a lei de nº 9.394 e que regulamenta, em seu Artigo 26, uma base nacional comum para a Educação Básica.

1997

Em 1997 são consolidados, em 10 volumes, os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs – para o Ensino Fundamental 1 (que hoje conhecemos como Ensino Fundamental – anos iniciais), que corresponde aos alunos que estão cursando do 1º ao 5º ano. 

Esses Parâmetros são apontados como referências de qualidade para a educação brasileira e foram elaborados para ajudar, de maneira mais ativa, as escolas na execução de seus trabalhos, principalmente, na elaboração dos currículos. 

1998

Em 1998, consolida-se, em 10 volumes, os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs – para o Ensino Fundamental 2 (conhecido atualmente como Ensino Fundamental – anos finais), que corresponde aos alunos que estão cursando do 6º ao 9º ano. 

O objetivo foi ampliar e aprofundar um debate educacional que envolvesse escolas, pais, governos e sociedade. 

2000

Em 2000 são lançados os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio – PCNEM – em quatro partes. 

Sua finalidade é difundir os princípios da reforma curricular e ainda orientar os professores, na busca de novas metodologias e abordagens de ensino.

2008

Em 2008 é instituído o Programa Currículo em Movimento, que teve duração de dois anos, chegando ao fim em 2010. 

Esse programa buscava melhorar a qualidade da educação básica por meio da estruturação do currículo da educação infantil, do ensino fundamental (anos iniciais e finais) e do ensino médio.

2009

Em 17 de dezembro de 2009 é fixada as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil.

2010

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, que foram fixadas em dezembro de 2009, são lançadas em 2010.

É também em 2010, nos dias 28 de março e 01 de abril, que se realizada a Conferência Nacional de Educação – CONAE – que contou com a presença de especialistas para debater a Educação Básica. 

O objetivo de tal conferência foi discutir sobre a Base Nacional Comum Curricular e que essa fizesse parte de um Plano Nacional de Educação. 

Ainda em 2010, temos a resolução n.4, de 13 de julho de 2010. Essa Resolução define as Diretrizes Nacionais Gerais para a Educação Básica (DCNs) e objetiva orientar o planejamento curricular das escolas e de seus sistemas de ensino.

2011

Em 2011, A Resolução n.7, de 14 de dezembro de 2010 fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 anos.

2012

É em 2012 que a Resolução n. 2, de 30 de janeiro de 2012, define as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio.

Ainda em 2012, a Portaria n. 867, de 04 de julho de 2012, institui o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC – assim como as ações do Pacto e também define suas Diretrizes Gerais.

2013

Foi em 2013, que a A Portaria n. 1.140, de 22 de novembro de 2013, instituiu o Pacto Nacional de Fortalecimento do Ensino Médio – PNFEM.

2014

Em 2014, a Lei n. 13.005, de 25 de junho de 2014, passa a regulamentar o Plano Nacional de Educação – PNE – que tem vigência de 10 (dez) anos. 

O Plano apresenta 20 metas para a melhoria da qualidade da Educação Básica e quatro delas versam sobre a Base Nacional Comum Curricular – BNC.

Também em 2014, entre os dias 19 e 23 de novembro é realizada a 2ª Conferência Nacional pela Educação (Conae), organizada pelo Fórum Nacional de Educação – FNE. 

A partir desta segunda Conferência, obteve-se um documento sobre as propostas e reflexões para a Educação brasileira, um importante referencial para o processo de mobilização para a Base Nacional Comum Curricular.

2015

Em 2015, entre os dias 17 a 19 de junho, aconteceu o 1º Seminário Interinstitucional para elaboração da BNCC. 

Esse Seminário foi superimportante no processo de elaboração da BNCC, já que reuniu todos os assessores e especialistas envolvidos na elaboração da Base.

Além disso, a Portaria n. 592, de 17 de junho de 2015, instituiu uma Comissão de Especialistas para a Elaboração de Proposta da Base Nacional Comum Curricular.

Após muitos trâmites e discussões, que vêm desde 1988, como você pôde perceber, foi apenas em 16 de setembro de 2015 que a 1ª versão da BNCC foi disponibilizada.

Ainda em 2015, entre os dias 2 a 15 de dezembro, aconteceu uma mobilização das escolas de todo o Brasil para a discussão do documento preliminar da BNCC.

2016

Em 2016, no dia 3 de maio, a 2ª versão da BNCC foi disponibilizada.

Ainda em 2016, entre os dias 23 de junho a 10 de agosto, 27 Seminários Estaduais com professores, gestores e especialistas aconteceram. 

Esses Seminários foram promovidos pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O objetivo era debater a segunda versão da BNCC. 

Em agosto de 2016 começa a ser redigida a terceira versão da Base Nacional Comum Curricular, em um processo colaborativo que teve como base a versão 2.

2017

Em 2017, no mês de abril, o Ministério da Educação (MEC) entregou a versão final da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE). 

O CNE, por sua vez, deveria elaborar um parecer e um projeto de resolução sobre a BNCC, que seriam posteriormente encaminhados ao MEC. 

Após todos esses trâmites, e a partir da homologação da BNCC, dá-se o início ao processo de formação e capacitação de professores e ainda o estabelecimento de um apoio aos sistemas de Educação estaduais e municipais, a fim de se que as escolas pudessem  elaborar e adequar os currículos escolares da Educação Básica. 

No dia 20 de dezembro de 2017 a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi homologada pelo ministro da Educação, Mendonça Filho.

Já no dia 22 de dezembro de 2017, o CNE apresenta a Resolução CNE/CP nº 2, de dezembro de 2017, que institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular.

2018

No dia 06 de março de 2018, educadores de todo o país se debruçam sobre a Base Nacional Comum Curricular, com foco na parte homologada do documento, que correspondia às etapas da Educação Infantil e Ensino Fundamental. 

O objetivo deste debruçamento sobre o documento era compreender sua implementação e seus impactos na educação básica brasileira.

Também em 2018, no dia 02 de abril, o Ministério da Educação entregou ao Conselho Nacional de Educação (CNE) a 3ª versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio. 

A partir de então, o CNE iniciou um processo de audiências públicas para debater essa versão específica para o Ensino Médio.

No dia 5 de abril de 2018 instituiu-se o Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum Curricular – ProBNCC.

No segundo semestre de 2018, no dia 02 de agosto, escolas de todo o Brasil se mobilizaram para discutir e contribuir para Base Nacional Comum Curricular, especificamente, na etapa do Ensino Médio. 

Essa mobilização envolveu professores, gestores e técnicos da educação, que criaram comitês de debate e preencheram um formulário online, onde sugeriram melhorias ao documento.

Finalmente, em 14 de dezembro de 2018, o ministro da Educação da época, Rossieli Soares, homologou a Base Nacional Comum Curricular para a etapa do Ensino Médio. 

E a partir de então, o Brasil passou a possuir uma Base Comum com as aprendizagens previstas para toda a Educação Básica.

Compilamos todas essas informações para que ficasse mais fácil de você enxergar o passo a passo para o desenvolvimento e para a homologação de cada parte da BNCC. Tiramos todas estas informações do site do MEC na parte voltada à Base. Fique à vontade se quiser visitar o site e conferi-las. 

Quais as finalidades da BNCC?

A principal finalidade da BNCC é ser uma balizadora da qualidade da educação no Brasil. E ela busca atingir este fim por meio do estabelecimento de um patamar de aprendizagens e desenvolvimentos que atinjam todos os alunos, assegurando a eles o direito de uma educação de qualidade, quer sejam de escolas públicas ou particulares. 

Além disso, a BNCC tem como objetivo superar a fragmentação das políticas educacionais no país e fortalecer o regime de colaboração entre as três esferas governamentais. 

Para a Base Nacional Comum Curricular, as aprendizagens essenciais devem assegurar a todos os estudantes o desenvolvimento de dez competências gerais, que deverão consubstanciar, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento. 

É interessante apontar o que a BNCC considera pelos conceitos de “competência” e “habilidade”. Veja o que versa o documento na íntegra:

 “… competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.”

Percebe-se, portanto, que as 10 competências da BNCC servem como balizadores para as finalidades estabelecidas pelo documento e ainda como um guia para toda a Educação Básica. Abaixo, vamos te mostrar quais são elas. 

Quais as 10 competências da BNCC que devem nortear a educação básica?

Como mencionamos anteriormente, a BNCC propõe 10 competências gerais. São elas: 

 

  • Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
  • Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
  • Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
  • Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
  • Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
  • Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
  • Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
  • Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
  • Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
  • Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

 

Depois de conhecer as 10 competências, é chegada a hora de saber como trabalhar a BNCC em cada uma das etapas da educação básica. 

Como trabalhar a BNCC em cada etapa da Educação Básica?

Saber como trabalhar a BNCC em cada etapa da educação básica é muito importante. Isso porque todo o planejamento anual e os planos de aula deverão ser baseado neste documento. 

E é por isso que agora vamos te mostrar como trabalhar a BNCC na prática para a Educação Infantil, para os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio. Confira!

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Como trabalhar a BNCC na Educação Infantil?

A BNCC educação infantil é a parte da Base Nacional dedicada a  orientar como deverá ser o planejamento da educação de crianças, que tenham idade entre 0 até os 5 anos e 11 meses de vida. 

O documento estipula 6 direitos de aprendizagem e desenvolvimento que devem ser efetivamente assegurados para que todas as crianças tenham condições de se desenvolver. São eles:

  • conviver;
  • brincar;
  • participar;
  • explorar;
  • expressar;
  • conhecer-se.

Além disso, há também os campos de experiência, que são 5: 

  • o eu, o outro e o nós;
  • corpo, gestos e movimentos;
  • traços, sons, cores e formas;
  • escuta, fala, pensamento e imaginação;
  • espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.

Para cada um dos campos de experiências, a Base Nacional Comum Curricular para a educação infantil define objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, que são organizados em três grupos, de acordo com a faixa etária. Veja um exemplo para que isso fique mais claro:

Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento
Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças Pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses)
(EI01TS01)

Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente.

(EI02TS01)

Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música.

(EI03TS01)

Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas.

Importante mencionar que para campo de experiência há, pelo menos, 3 diferentes objetivos de aprendizagem e desenvolvimento.

Mesmo com todas estas explicações e explanações, pode ser que ainda fique difícil de enxergar como a Base Nacional Comum Curricular vai atuar, de fato, no Educação Infantil. Por isso vamos te dar um exemplo prático.

De modo efetivo, os professores de sua instituição podem trabalhar a BNCC na Educação Infantil por meio de brincadeiras que façam com que as crianças imaginem, criem espaços diferentes, e desenvolvam o respeito e a empatia, como, por exemplo, em uma invenção de uma história do mundo do faz de conta.

Como trabalhar a BNCC no Ensino Fundamental?

A BNCC Ensino Fundamental irá determinar como deverá ser o currículo de estudantes que tenham idade entre 6 e 14 anos de idade. O ensino fundamental é a parte mais longa de toda a Educação Básica. 

São ao todo 9 anos de duração e por isso é uma etapa que deve ser vista com bastante cuidado pelas escolas, sendo uma fase onde a criança vai amadurecer e se tornar um adolescente. Esse amadurecimento, que deve ser auxiliado pela instituição escolar, vai servir para formar seu caráter e conhecimento de mundo. 

A BNCC estabelece para o Ensino Fundamental duas etapas: os anos iniciais e os finais do fundamental. 

Vamos te mostrar um quadro geral sobre os componentes curriculares e as áreas do conhecimento do Ensino Fundamental e posteriormente mostraremos quadros específicos para os anos iniciais e finais do ensino fundamental.

Componentes Curriculares
Anos iniciais (1º ao 5º ano) Anos finais (6º ao 9º ano)
Linguagens Língua Portuguesa
Arte
Educação Física
Língua Inglesa
Matemática Matemática
Ciências da Natureza Ciências
Ciências Humanas Geografia
História
Ensino Religioso Ensino Religioso

Muito, bem agora que você já possui uma visão mais geral de como a BNCC deve atuar no Ensino Fundamental, vamos te mostrar dois quadros como exemplos mais específicos de como ela irá regular os anos iniciais e os finais desta etapa da Educação Básica. Confira!

BNCC ensino fundamental – anos iniciais

Confira um exemplo de como a BNCC deverá atuar na prática para uma das unidades temáticas da disciplina de Ciências para o 1º ano do Ensino Fundamental.

Ciências 1º ano:

Unidades temáticas Objetos de conhecimento Habilidades
Vida e evolução Corpo humano

Respeito à diversidade 

(EF01CI02) Localizar, nomes e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções.

(EF01CI03) Discutir as razões pelas quais os hábitos de higiene do corpo (lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes, limpar os olhos, o nariz e as orelhas etc.) são necessários para manutenção da saúde.

(EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças.

BNCC ensino fundamental – anos finais

Agora, veja como a mesma disciplina: Ciências, deverá ser desenvolvida no 6º ano do ensino fundamental, a partir da Unidade temática: matéria e energia.

Ciências 6º ano:

Unidades temáticas Objetos de conhecimento Habilidades
Matéria e energia Misturas homogêneas e heterogêneas

Separação de materiais

Materiais sintéticos

Transformações químicas

(EF06CI01) Classificar como homogênea ou heterogênea a mistura de dois ou mais materiais (água e sal, água e óleo, água e areia etc.).

(EF06CI02) Identificar evidências de transformações químicas a partir do resultado de misturas de materiais que originam produtos diferentes dos que foram misturados (mistura de ingredientes para fazer um bolo, mistura de vinagre com bicarbonato de sódio etc.).

(EF06CI03) Selecionar métodos mais adequados para a separação de diferentes sistemas heterogêneos a partir da identificação de processos de separação de materiais (como a produção de sal de cozinha, a destilação de petróleo, entre outros).

(EF06CI04) Associar a produção de medicamentos e outros materiais sintéticos ao desenvolvimento científico e tecnológico, reconhecendo benefícios e avaliando impactos socioambientais.

Bom, após tudo isso pode ser que você esteja se perguntando ainda como, de fato, a BNCC deverá atuar. 

E, por isso, vamos de dar um exemplo prático para o Ensino Fundamental. Vamos tomar a área de Língua Portuguesa para o 6º ano. 

Para ensinar sobre várias questões pertinentes à gramática, a BNCC acredita em contextualização. Portanto, diante desse cenário, os professores poderiam utilizar o gênero textual bilhete. 

Por meio deste gênero, além de abarcar ensinos gramaticais de maneira contextualizada, o professor ainda vai trabalhar o Campo artístico-literário estipulado pela BNCC, pedindo aos alunos que façam um bilhete para os colegas.

Para te ajudar toda essa preparação e planos de aulas de acordo com a BNCC, plataformas online de ensino de redação já estão pensando em temas de produção textual para o ensino fundamental com objetivo de abarcar as questões relacionadas aos diferentes gêneros textuais e os campos exigidos pela BNCC. Não deixe de procurar saber mais para entender os benefícios para sua escola!

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O que a BNCC determina para o Ensino Médio?

Para o Ensino Médio a BNCC determinaquatro áreas do conhecimento:

  • Linguagens e suas Tecnologias
  • Matemática e suas Tecnologias
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

Assim como o Ensino Fundamental, cada uma dessas áreas estipulam as habilidades que devem ser incluídas no currículo nacional. 

Para que você entenda melhor, vamos te mostrar um quadro geral sobre o que estabelece a BNCC para o Ensino Médio.

Componentes Curriculares (1ª a 3ª série)
Linguagens e suas Tecnologias Língua Portuguesa
Matemática e suas Tecnologias Matemática
Ciências da Natureza e suas Tecnologias 
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

O Ensino Médio estabelece campos de atuação para cada uma das disciplinas e para cada campo, práticas, competências e habilidades específicas. Vamos te mostrar isso em um quadro de maneira mais detalhada. Confira!

Campo da Vida Pessoal
PRÁTICAS

Leitura, escuta, produção de textos (orais, escritos, multissemióticos) e análise linguística/semiótica

Habilidades Competências
(EM13LP19) Apresentar-se por meio de textos multimodais diversos (perfis variados, gifs biográficos, biodata, currículo web, videocurrículo etc.) e de ferramentas digitais (ferramenta de gif, wiki, site etc.), para falar de si mesmo de formas variadas, considerando diferentes situações e objetivos. 3 – Utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais) para exercer, com autonomia e colaboração, protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva, de forma crítica, criativa, ética e solidária, defendendo pontos de vista que respeitem o outro e promovam os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável, em âmbito local, regional e global.
(EM13LP20) Compartilhar gostos, interesses, práticas culturais, temas/ problemas/questões que despertam maior interesse ou preocupação, respeitando e valorizando diferenças, como forma de identificar afinidades e interesses comuns, como também de organizar e/ou participar de grupos, clubes, oficinas e afins. 2, 3
(EM13LP21) Produzir, de forma colaborativa, e socializar playlists comentadas de preferências culturais e de entretenimento, revistas culturais, fanzines, e-zines ou publicações afins que divulguem, comentem e avaliem músicas, games, séries, filmes, quadrinhos, livros, peças, exposições, espetáculos de dança etc., de forma a compartilhar gostos, identificar afinidades, fomentar comunidades etc. 1, 6
(EM13LP22) Construir e/ou atualizar, de forma colaborativa, registros dinâmicos (mapas, wiki etc.) de profissões e ocupações de seu interesse (áreas de atuação, dados sobre formação, fazeres, produções, depoimentos de profissionais etc.) que possibilitem vislumbrar trajetórias pessoais e profissionais. 3

Ressaltamos que é importante que os professores de cada disciplina esmiucem bem cada habilidade e cada um dos campos de atuação e ainda as competências específicas da BNCC em todas as etapas da Educação Básica, sobretudo do Ensino Médio.

Isso porque a BNCC vai direcionar, também, a maneira como o Inep irá trabalhar as habilidades e competências cobradas no Enem, já que está tudo intimamente interligado e é o MEC que fomenta e organiza tanto a BNCC quando o Exame. 

Portanto, os professores deverão voltar à sua atenção a essas questões, para preparar os alunos de maneira assertiva e completa para o maior vestibular do país. 

Para que você consiga visualizar bem, vamos além de toda esta exposição, te dar um exemplo prático de como trabalhar a BNCC no Ensino Médio. Para tanto vamos utilizar a disciplina de Língua Portuguesa 

O professor de sua escola pode trabalhar com os alunos o que são fake news e pedir a eles que façam uma redação nos moldes do Enem com o tema relacionado a esse problema tão frequente e atual. 

Além de trabalhar os objetivos da BNCC, isso irá ainda prepará-los para o Exame Nacional do Ensino Médio. Afinal, sabemos que os alunos que estão no ensino médio, principalmente os do 3º ano, estão focados em estudar os gêneros textuais que caem no Enem e demais vestibulares. 

Além disso, o tema fake news é uma das preocupações mais atuais, inclusive da BNCC. Veja um trecho do documento sobre esse tema:

“a abundância de informações e produções requer, ainda, que os estudantes desenvolvam habilidades e critérios de curadoria e de apreciação ética e estética, considerando, por exemplo, a profusão de notícias falsas (fake news), de pós-verdades, do cyberbullying e de discursos de ódio nas mais variadas instâncias da internet e demais mídias.” 

Bom, esperamos que você tenha gostado de conhecer mais profundamente a BNCC e saiba como utilizá-la, de maneira prática e sem receios em sua escola. Este é um documento muito importante que deve servir como um guia para o planejamento anual de sua instituição. Portanto, se você quiser saber como fazer este planejamento de acordo com BNCC, dê uma lida em nosso artigo que trata especificamente deste assunto!

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